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terça-feira, outubro 30, 2007

Um bolinho e um presente!

(Elisabetta Ponti: For you)

Hoje é aniversário da Lu Girão, garota papo firme de Fortaleza. Querida comentarista daqui do Pensamentices e outros blogamigos. Daí, como é complicado presentear virtualmente, resolvi atender a um pedido antigo da Lu, que por motivos vários eu não tinha conseguido retomar ainda. Tá aqui do lado dos posts, clique e ouça!


segunda-feira, outubro 29, 2007

Cabeleira alucinada

(Elisabetta Ponti: Miss Butterfly)

Pois é, a cabeleira do Zezé perde para a minha, com certeza. Sou dona de uma altiva e maravilhosa juba que deixaria muito leão roxinho de inveja. Eu não sei o que aconteceu, mas meus genes de cabelo devem ter sido fabricados em duplicidade.

Eu sou daquele tipo de cliente que já senta na cadeira do salão pedindo desculpas ao cabeleireiro. E todos eles sempre fazem questão de soltar as amarras e liberar a minha floresta amazônica em todo o seu esplendor. Muitos ainda dão aquela sacudida por baixo, aparentemente para analisar a extensão do trabalho hercúleo que lhes aguarda, mas tenho pra mim que é uma forma de vingança silenciosa contra a dona do portento juboso.

- "Quanto cabelo, hein, minha filha?!"

Isso só faz atiçar ainda mais a platéia de clientes, manicures, cabeleireiros. Os olhares de comiseração não deixam dúvidas quanto ao rumo do pensamento de todos.

Eu, tadinha de mim, aceito calada os olhares e cochichos e se pudesse sumir dentro da cadeira, com certeza o faria.

E para quem está imaginando uma cabeleira a la Maria Bethânia, posso assegurar que é bem pior. Acredite. O de Bethânia ainda cai, pesado, mesmo que depois vire aquele peculiar emaranhado de fios. O meu cabelo, não. É um rebelde por natureza. Os fios já nascem revoltos, como a desafiar o quarteto pente, escova, elástico e creme, muito creme. Com muito esforço, é possível domá-los por algum tempo. Por esse motivo, e por causa do calor, normalmente uso-os presos em um coque ou trançados.

Nem preciso dizer que em matéria de produtos e soluções eu já tentei "de um tudo". A questão é que não suporto chapinhas - vai ver a rebeldia dos fios está diretamente relacionada com a personalidade da dona - e os relaxamentos têm efeito muito provisório.

Outro dia uma amiga recomendou uma cabelereira maravilhosa e barateira. Barateira era, de fato. Já maravilhosa... Posso dizer que meu cabelo realmente ficou lizerrérrimo por uns seis meses. Mas o saldo final não foi dos mais positivos. Bem aqui na frente, onde é impossível disfarçar, foi-se embora um tufo inteirinho, quebrado desde a raiz. Talvez dessa vez a química utilizada tenha sido mais forte do que eles podiam agüentar.

O resultado é que fazer o coque agora é impossível ou todos vão perceber o tufinho arrepiado e indiscreto, que a custa de muito Pilogênio (para quem não conhece, é extrato de jaborandi, ótimo para crescer cabelo), já começa a botar os fiozinhos de fora. Assim, eu me conformei em arrumá-lo meio preso, meio solto. Disfarça razoavelmente. Ainda bem que os fios em tonalidade, só perdem para as asas da graúna. Em meio à escuridão de todo o cabelo é mais difícil perceber o problema.

Eu nem vou começar a contar a luta que é lavar a minha juba. Cansa, e muito. Além do quê, como eu levo uns três a quatro dias para ganhar coragem, é preciso algumas aplicações de xampu com seus devidos enxagües para conseguir deixá-la devidamente limpa e cheirosa.

Confesso que tenho pensado seriamente na hipótese de tosar a minha cabeleira. A última vez que fiz isso foi após o término de um namoro muito pouco saudável. Cortar o cabelo naquela época significou uma retomada de vida. Foi interessante, porque eu ia ao salão a cada quinze dias e o comprimento ia encolhendo aos poucos. No final, ganhei um estilo joãozinho delicioso. Não ache graça, era delicioso, mesmo. Acho que os homens não percebem como são felizes de poderem sentir a água massageando-lhes as cabeças a cada banho. Com o passar do tempo, e o coração mais feliz, o cabelo foi crescendo naturalmente.

Cortar o cabelo hoje tem outro significado, bem mais prático. É livrar-me do trabalho de manter as madeixas sempre belas. Cabelo curtinho me faz feliz. É simples. E me toma pouco tempo. E não me deixa com calor. E, principalmente, é econômico!

sábado, outubro 27, 2007

Histórias de Gabriela...

(Magritte: Homesickness, 1941)

Eu tenho uma sobrinha-neta de consideração (longa história). E ela vira-e-mexe me aparece com uma tirada engraçadíssima.

Hoje, por exemplo, ela veio tomar banho de piscina. Infelizmente o sol que apareceu radiante no início do dia, resolveu se esconder. Desistimos da piscina por ora e abri o notebook para verificar os e-mails e comentários no blog. Enquanto isso Gabi assistia a televisão. O telefone tocou e, quando voltei, o descanso - que são as telas de artistas que tenho salvadas - tinha aparecido no notebook.

E Gabi? Havia deixado a televisão de lado e observava atentamente as várias pinturas que se alternavam na tela do computador. Perguntou o que era e eu expliquei. E como algumas eu gosto muito, pude falar alguma coisa sobre cada uma. E ela ouvia tudo atentamente. Até que apareceu a tela acima e Gabita me sai com essa:

- Ah, esse é o Batman!

(...)

sexta-feira, outubro 26, 2007

Da série "Eu não cozinho nada"!

Eu adoro a primavera. Por motivos vários. O céu assume tonalidades cada dia mais lindas, os passarinhos me acordam de manhã, a temperatura à noite fica super agradável e os dias são frescos, com um solzinho quente delicioso aquecendo nossos corações. Maravilha!

Quer dizer, a primavera era tudo isso quando eu era criança. Hoje em dia, depende do humor do nosso planetinha que anda cada dia mais desaforado. Essa semana, por exemplo. Enquanto São Paulo e Rio sofriam com aguaceiros, aqui em Salvador fez um calor de rachar coquinho.

A revista Veja publicou uma reportagem sobre as previsões científicas, pessimistas e céticas, sobre as mudanças climáticas em nosso planeta. Como tudo que envolve ciência inclui uma boa dose de discussão e divergência, há dois lados com opiniões bastantes distintas acerca do descongelamento das camadas polares, aumento do nível do mar e conseqüente desaparecimento de cidades, buracos na camada de ozônio, controle de emissão de gases na atmosfera e por aí vai. Uns dizem que, em resumo, o mundo vai se acabar. Outros, os céticos, acham que é tudo muito natural, afinal a Terra já passou por mudanças climáticas antes e espécies de animais desaparecem e surgem desde sempre.

Eu até sou forçada a concordar com os céticos, já que nunca ouvi ninguém dizendo que cria dinossauros ou caça mamutes. Por outro lado, tenho muito bem guardadas na memória as lembranças de veraneios na ilha de Itaparica. E quando eu era criança, minha mãe e várias mulheres na praia usavam coca-cola como bronzeador. Ou aquele que vinha da Argentina e era obrigatório no kit verão: o Rayito de Sol. Hoje em dia, por acaso alguém aí se arrisca a enfrentar uma praiosa sem um protetor solar com FPS no mínimo 15?

Mas eu desviei o caminho. Tudo culpa das enchentes no Sudeste. Ou da seca no Nordeste. O fato é que essa semana, para aproveitar o sol, fizemos vários banhos de piscina aqui na escola. Uma turma por dia e as crianças trouxeram frutas diversas e todos os dias nos fartamos com deliciosas saladas de frutas. Foi divertido. E refrescante.

No final, descobri que as professoras estavam competindo informalmente pelo título de "A melhor salada de frutas". Eu, que não cozinho nadica de nada, nem imaginava que uma merenda tão prosaica podia ter tantas receitas diferentes. Pois tem. A velha salada de frutas que minha mãe fazia tão simples e gostosa quando eu era criança, com as frutinhas básicas - maçã, mamão, abacaxi, melancia e banana - e regada a suco de laranja - para dar o caldo - hoje em dia possui variações high tech. As receitas envolvem frutas como kiwi, morango, goiaba e uvas e o suco de laranja foi substituído por refrigerantes de laranja ou de limão. Mas eu, que provei de todas, é claro, acabei ficando fã de uma que eu nunca podia imaginar ficasse tão saborosa. Depois de cortar todas as frutas em pedaços bem pequenos, é só acrescentar suco artificial de goiaba - em pó - e misturar bem. Não precisa açúcar, porque o suco já é adoçado.

Gostei tanto que resolvi adotar na minha salada, que foi hoje pela manhã. Ficou realmente uma delícia e os meninos se esbaldaram. Mas até chegarem a degustá-la levou um tempinho.

Eu já disse que detesto tudo relacionado a cozinhar. Só que, não me pergunte o motivo, resolvi que hoje ia fazer a salada de frutas eu mesma. Oras, todo mundo fez, achei até que era um disparate pedir ajuda e, além disso, a cozinheira do Tempo Integral chegou atrasada e nem podia assumir o pepino. Ou melhor, o abacaxi.

Daí que lá vou eu descer para a área da piscina com as crianças e toda a parafernália necessária para produzir a bendita salada de frutas. Acredite, comecei a descascar e picar as frutas às sete e trinta da manhã. Às dez os meninos já estavam me rondando com aquela cara de "ai, que fome" e eu ainda nem tinha começado com as bananas e maçãs. Espremer o suco de laranja para o caldo? Tsc, tsc, tsc. Nem de longe eu lembrava disso.

Resultado? Eu não sei como nem porquê, talvez pelas crianças em volta de mim qual lobinhos esfomeados, ou ainda pela minha cara de desespero que não deixava dúvidas de que eu não terminaria aquilo antes das duas horas da tarde - e o horário de saída é às onze e meia - eu sei que de repente apareceram mais dois pares de mãos habilidosas e me tiraram do sufoco em apenas quinze minutos. Acredite. Fizeram em quinze minutos o que eu ainda levaria pelo menos mais três horas, sofrendo muito.

Tá, tá, já sei. Quem mandou eu me atrever a fazer sozinha salada para vinte crianças? Mas eu achei que era fácil. E rápido. E você, que cozinha com uma mão amarrada atrás das costas vai dar uma bela gargalhada e dizer, fácil é, facílimo, mas precisa experiência, né?

segunda-feira, outubro 22, 2007

Quem não sabia?

O PSBD considera liberar a bancada durante a votação da CPMF. (leia aqui ) Agora veja se não é uma oposição porreta essa?

Acho tudo muito lindo, essas negociações feitas entre Executivo e Legislativo. Só me digam o nome dos que votarem a favor da prorrogação para que eu publique de modo permanente aqui no blog, qual letra escarlate que nunca mais deverá retornar ao assento no Congresso.

Puá!

domingo, outubro 21, 2007

Divulgando...

Bom, eu tenho outro blog, o Séries que amo, que andava um tantinho desatualizado. Mas... Acabei de escrever novo post lá. Entre aqui e me diga o que achou.

sábado, outubro 20, 2007

De volta!

(Maplethorpe - Lisa Marie, 1977)

Eu sei, eu sei, sumi!

Dois motivos principais: uma viagenzinha breve no feriadão do dia dos professores e uma TPM horrorosa logo depois. A depender do mês a minha TPM pode ser de três níveis: irritação leve, normalmente domesticável; implicância extrema, do tipo que passa dedo sobre os móveis; e fúria descontrolada - recomenda-se manter distância. Nem preciso dizer qual o nível tepeêmico esse mês...

Mas, de volta à ativa, ainda revoltada com a CPMF, torcendo para os infiéis perderem seus mandatos e esperando que, finalmente, Renan Calheiros seja cassado em algum dos processos contra ele no Conselho de Ética.

Para o fim de semana, uma música que eu adoro, e ouvi recentemente quando assisti "O Diabo veste Prada". Eu já tinha assistido a um documentário sobre a tal editora todo-poderosa da Vogue e a mulher é o cão de calçola, mesmo. Aliás, a trilha sonora do filme é muito boa e não sei porque motivo não incluíram essa canção que toca durante boa parte dele. Vá entender... A autora é KT Tunstall.

KT Tunstall - Sudd...

terça-feira, outubro 09, 2007

Em favor da obra única - e contra o plágio!

O que é plágio? Segundo o Houaiss, plagiar é apresentar como de sua autoria obra ou trabalho de outro. Ou ainda, imitar, copiar trabalho alheio. Nos tempos atuais? Mais fácil definir como o abominável hábito de usar as teclas ctrl+c e ctrl+ v sem o devido cuidado de indicar a fonte.

O que hoje em dia é considerado um dos maiores problemas ocasionados pela difusão da internet é, em verdade, uma prática antiga. No século XIX o plágio já era combatido pelos pensadores e cientistas. No Brasil, o código penal de 1940 já trazia em seu bojo a tipificação do plágio no art. 184.

Onde e quando iniciou-se a prática de assumir como seu trabalho de outro? Impossível delimitar. Parece-me tão antiga quanto as primeiras pinturas, ou os primeiros escritos. Na Academia, tem caráter endêmico, difícil livrar-se do "mal costume".

E o que move o homem nesta empreitada maliciosa? Milhões de motivos, com certeza. Prefiro me concentrar nos escritores. Alguns citam o bloqueio mental, outros os curtos prazos, o esquecimento, a preguiça... Acho ainda que talvez seja, principalmente, a necessidade de se mostrar mais inteligente, perspicaz ou talentoso do que realmente é. Ou está.

Quem sabe o ato de plagiar seja derivado de um dos mais famosos pecados capitais: a inveja?!

Não cobiçar a mulher do outro passa a ter, na modernidade, outro significado. O não cobiçar a obra alheia.

Interessante é perceber que a mesma internet que ajuda na disseminação da cópia indiscriminada e sem referências devidas, também tem servido como instrumento de controle dessa mesma prática. Afinal, nenhum plágio tem vida longa diante da sanha perscrutadora dos sites de busca.

Por outro lado, penso que poderíamos amenizar, um pouco que fosse, a tentação do plágio. O princípio é simples. Através da educação. Acredito que as escolas, principalmente do ciclo básico, poderiam dar o pontapé inicial no combate ao plágio.

Ensinar ao aluno a importância de indicar as fontes em que pesquisou para produzir seus trabalhos escolares. Explicar que, ao produzir um texto, ele poderá utilizar trechos de outros autores para fortalecer a sua idéia, mas que a devida referência deve estar presente, além da utilização de aspas para o destaque da produção alheia. E mostrar que bibliografia não é um nome feio ou algo complicado de se fazer, mas apenas a indicação, pura e simples, dos autores que consultou para elaborar seu trabalho.

E, principalmente, ponderar com as crianças o quanto desagradável é você se dedicar para produzir um texto, seja ele prosa, poesia ou qualquer outro, e descobrir mais tarde que alguém está recebendo os louros por um esforço que é seu.

Será esta a solução definitiva? Provavelmente não. Mas talvez ajude um bocado.

domingo, outubro 07, 2007

O melhor de morar em casa, sozinha?

sábado, outubro 06, 2007

Pra começar...

o fim de semana, vamos de Shania Twain. Essa música é de um astral maravilhoso e bem que estou precisada, com um princípio de gripe chata chegando.

shania twain - sha...

É uma artista pop/country canadense, ganhadora de 5 grammys. E vamos admitir, música country tem o seu lado super divertido, ou não!? Shania tem várias canções em que eleva a autoestima feminina, e só por isso já merece um bis.

Por isso, acabei descobrindo esse outro vídeo engraçadíssimo, onde ela dispensa vários gostosões porque diz não estar impressionada com o que eles demonstram oferecer. Isso do alto de um belo salto, em pleno deserto e com uma roupa de oncinha hiper genial. Girl power! Adorei! Essa é a versão não country. Muito boa, mas acho que a country tem um ritmo mais contagiante. O embed não estava habilitado, então, caso queira conferir, clique aqui.

Se quiser assistir o vídeo de Man! I feel like a woman, clique aqui.

Mais informações sobre Shania Twain? Aqui e aqui.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Notícias do fim do mundo, quer dizer, de Brasília...

(Jacek Yerka: Jaloise, 1990)

E o PMDB leva às últimas conseqüências o termo "base aliada". Sen. Romero Jucá (RR) defenestrou das suas vagas na Comissão de Constituição e Justiça os senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE).

Há quem diga que se trata da influência de Renan, mas é tudo boato. Vejamos...

Sen. Valdir Raupp (RO) afirma não ter podido avisar os afastados com antecedência pois se encontrava fora de Brasília, em missão política no seu estado. (Perguntar não ofende, fax? e-mail? telefone? pager? secretária? assessores? Ah, já sei, o assunto era muito sério para ser tratado em qualquer desses meios. Muito mais polido os dois aparecerem para reunião e descobrir que as plaquinhas sobre a mesa indicavam nomes diferentes...)

Por outro lado, sen. Jucá (aquele, defensor primeiro e amigo fiel camarada do atual presidente do senado) alega estar agindo como líder da maioria do partido e pelos interesses do mesmo, diga-se, do governo federal. Os dois senadores substituídos vêm, reiteradamente, assumindo posturas contrárias à orientação de suas lideranças. Palavras dele: "A partir do momento que eu tiver a maioria dos senadores contrariando a liderança, eu entregarei de imediato o meu posto de líder da bancada. Eu tenho que ser líder da maioria, se estiver liderando a minoria dos senadores, eu entregarei esse posto. Eu não posso deixar senadores que estão contrariando a liderança em postos chaves de comissões."

Incrível é escolha dos senadores Almeida Lima (SE) e Paulo Duque (RJ) - outros dois defensores inamovíveis de Calheiros -para ocupar as vagas abertas à fórceps. Rumores indicam uma possível candidatura de Renan à presidência da CCJ caso renuncie à presidência do Senado. Você leu correto. O Congresso é que anda com a moral invertida.

O que eu tenho a dizer? Acho bem óbvia a posição tomada pelos líderes peemedebistas! Pensou diferente, afasta, isola, e, se possível, dá logo um jeito de desmoralizar para acabar logo com as vozes dissonantes.

Alguma semelhança com a via crucis de Heloísa Helena e outros no PT? Acho mera coincidência...

Mais informações, clique aqui.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Free Burma - Liberdade Para Mianmar!

Ou, Liberdade para Myanmar, ou Mianmá (a antiga Birmânia ou Burma)

Eu sou contra todo e qualquer governo ditatorial. Por razões várias, amadurecidas ao longo dos anos e do estudo da história do mundo. E o mundo anda cheio deles. Cada uma mais tirânico do que o outro. Não vou nem falar o que penso sobre Fidel e Chávez.

Principalmente porque hoje se trata da União de Mianmar.

País do Sudeste asiático, de maioria budista, com 89% da população alfabetizada e renda per capta de US$1.000,00. Tudo muito bem, tudo muito bom, mas o país vive sob o jugo da ditadura militar desde 1962 (houve um golpe em 88 e novo governo militar se instalou), grande parte da população é agrícola e o país é o maior exportador de ópio. O governo é acusado de violações aos direitos humanos e à liberdade de imprensa.

Em agosto desse ano o governo de lá anunciou várias medidas de austeridade econômica, entre elas o aumento de mais de 500% no preço dos combustíveis. Nem é preciso dizer que vários aumentos se sucederam, já que tudo depende do preço do combustível. Assim, o trasporte coletivo e gêneros de primeira necessidade, como arroz e óleo de cozinha também tiveram seus preços aumentados.

Os monges resolveram se envolver depois que soldados reprimiram violentamente uma manifestação pacífica na cidade de Pakokku, no centro do país, em que morreram 3 monges. Agora, já não se trata mais de exigir desculpas por parte do governo. Há manifestações diárias em várias partes do país e a Aliança de todos os monges budistas na Birmânia divulgou uma declaração em que coloca o atual governo como inimigo do povo.

Hoje, 4 de outubro, há uma manifestação mundial de blogs e sites a favor de um país livre da ditadura. O movimento é por um banner, apenas, sem nenhum outro post neste dia, um apelo equivalente ao "minuto de silêncio". Eu achei melhor fazer uma introduçãozinha...

Onde você encontra mais informações:

Apoie e assine!

Entenda os protestos.

Saiba mais.

Últimas notícias.

Onde vc pode registrar o seu blog.

Banners e fotos do movimento.

E para não perder o hábito...

segunda-feira, outubro 01, 2007

E porque eu ri muito agora, sozinha, em breve intervalo de "fazedura" de provas...

jabá...

caraminguá

je ne se pá?

oxalá

fermentá

cachaçá

Pensei até em lançar um desafio pós-ricardiano. Alguém se habilita ao diálogo?

(Tarsila do Amaral: Morro da favela, 1924)

Canção do Exílio Facilitada

(José Paulo Paes)

... sabiá

... papá

... maná

... sofá

... sinhá

... cá?

bah!

domingo, setembro 30, 2007

A dança das cadeiras

O STF irá julgar, na quarta-feira, os mandados de segurança impetrados pelo PPS, DEM e PSDB pedindo a titularidade das vagas dos deputados que foram eleitos por um partido e, logo após assumirem os cargos, mudaram de legenda.

Ao que tudo indica, os ministros do STF vão dar mais uma freada na bandalheira que se tornou a Câmara dos Deputados, e devem julgar favoráveis à devolução das vagas para os partidos através dos quais os deputados foram eleitos.

Nada mais justo. Afinal, o custo com propaganda, imagem e horário eleitoral no rádio e televisão é dos partidos. No Brasil, não é possível candidatura sem legenda política. Ou seja, a vaga é, de fato, do partido pelo qual o parlamentar foi eleito.

E vamos dar um basta à mais essa vergonha protagonizada por nossos representantes no legislativo que vivem atrás do quem dá mais.

Li em algum lugar que se o STF julgar a favor dos impetrantes (PPS, DEM e PSDB), rapidinho o congresso irá aprovar uma lei que atenue os efeitos para os infiéis. Mas essa é uma história para a gente brigar depois. Se bem que é bom já colocarmos nossas barbas de molho. E os deputados em seu lugar.

Mais informações:
Último Segundo

E já que estamos falando em danças, nada melhor que lembrar uma das mais indecorosas já protagonizadas na Câmara dos Deputados...

Deputada Angela Guadagnin (PT/SP) comemora a absolvição de colega no conselho de ética pelo envolvimento no escândalo do mensalão em 24 de março de 2006. Essa, pelo menos, pagou nas urnas o preço pelo total desrespeito ao eleitor.

sábado, setembro 29, 2007

O último capítulo de Paraíso Tropical...

Não sou uma típica noveleira. Pelo menos não das que não perdem um capítulo. Eu admito, acabo cansando no meio. Mas vira-e-mexe uma novela me pega pelo pé. E foi assim com Paraíso Tropical. Confesso que nas últimas duas semanas só conseguiam falar comigo nos intervalos comerciais.

Hoje, descobriu-se que Olavo matou Thaís. Final bem amarrado... Nada mais justo o grande vilão da novela ser também o responsável pela morte da gêmea má. E a idéia do Ivan ser filho do Antenor foi boa demais! Claro que os dois tinham de morrer. Concordo com o Ivan quando ele diz que para ele já era tarde. O caminho dele já era sem volta. Fatalista? Bem, digamos que nos dias de hoje me tem sido difícil crer no homem bom de Rousseau.

Aliás, para mim a cena da morte dos dois foi bastante boa. Talvez a despencada de cabeça de Wagner Moura tenha sido um tanto exagerada, mas totalmente perdoável. Vilão totalmente crível em sua sociopatia. Bom mesmo!

Tony Ramos deu show quando, em meio ao sofrimento por ter perdido mais um filho, Antenor descobre que Lúcia está grávida (pausa para as minhas lágrimas...).

Camila Pitanga, boa demais como Bebel (podem incluir o trocadilho). Mas talvez o final depondo na CPI tenha sido um tanto forçado. E o que foi aquilo do Dênis Carvalho como Senador Luiz Fernando Cardoso? Ridículo!

Agora, não posso deixar de louvar dois excelentes atores. Beth Goulart e Daniel Dantas me emocionaram. E provam que quem é bom faz muito de pouco. Personagens de trama secundária, mas interpretados com tanta competência que me fizeram torcer por eles. E a cena final dos dois... sofri e sorri junto com Neli (riminha sem-graça, mas tou com sono e vai ficar assim mesmo).

Paula e Daniel? Que eca! Não vou nem colocar foto. Talvez Gilberto Braga não seja bom em construir diálogos para personagens bonzinhos. Eles acabam sendo muuuuito chatos. E são bons atores, eu sei. Fábio Assunção brilhou como vilão em Celebridade e Alessandra Negrini consegue interpretar uma louca como ninguém (quer dizer, perde para a Renata Sorrah, com certeza). Mas aquele final com o nascimento de gêmeas, que coisa mais brega!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Última notícia...

(Goya: Hasta su abuelo, 1797)

São 22h10 e o Senado ainda está em sessão para discutir, quiçá votar sobre a abertura dos votos. Nesse exato momento, escuto Aloísio Mercadante dizer que sempre foi a favor da transparência na discussão política e no voto dos parlamentares.

(abre para a claque) Muito bem!

(volta para o narrador) Essa pérola partiu do pai da abstenção que salvou o excelentíssimo presidente do senado...

Então tá. Meu ouvido é penico. E, claro, perdi as funções cerebrais após a última palhaçada protagonizada por tão distinto parlamento.

Mas lindo mesmo é ver todos tão mobilizados e com discursos tão pró-transparência. Eu sei, eu sei, super desinteressados.

Mas é aquela velha história, ruim sem eles ...

E só para não perder a piada:

O nosso mundo...

(Dali: Meditative Rose, 1958)

Ando desanimada.

É complicado entender as relações entre pais e filhos hoje em dia. A permissividade que tomou conta do que deveria ser um vínculo de respeito e afeto é cruel. Amansa temporariamente os corações carregados de culpa por trabalhar de sol a sol tentando dignificar a vida o mínimo que seja. Traz sorrisos momentâneos a pequenas faces que logo se crispam em anseios cada vez mais fortuitos. E se enredam ambos em um turbilhão de mágoas e ressentimentos.

Os encontros são fugazes.
Os desejos insaciáveis.

E sofrem todos. Os pais. Os filhos. E aqueles que a vida, por um descuido, colocar em seu caminho.

01 - como nossos p...

segunda-feira, setembro 24, 2007

É primavera!

(Magritte)

Nasci para administrar o à-toa

o em vão

o inútil.

Pertenço de fazer imagens.

Opero por semelhanças.

Retiro semelhanças de pessoas com árvores

de pessoas com rãs

de pessoas com pedras

etc etc.

Retiro semelhanças de árvores comigo.

Não tenho habilidade pra clarezas.

Preciso de obter sabedoria vegetal.

(Sabedoria vegetal é receber com naturalidade uma rã
no talo.)

E quando esteja apropriado para pedra, terei também
sabedoria mineral.

(Barros, Manoel - Livro Sobre Nada - Rio de Janeiro, Editora Record, 1997

domingo, setembro 23, 2007

Diaristas...

(Van Gogh - Vincent's Room, Arles, 1888)

Diaristas são seres fenomenais. Acho até que a seleção natural da profissão mantém apenas aquelas que, invariavelmente, dão algum tipo de prejuízo à casa. Aliás, que tem histórias hilárias sobre diaristas é o Gastón, do Vida Perra , sempre às voltas com os aprontes de Jô. Leia todos os posts a respeito, o post "copo meio quebrado" tem os links - garanto boas risadas.

Mas eu consegui descobrir um lado positivo dos eventos arrasadores patrocinados pela sanha de deixar-tudo-em-ordem-o-mais-rápido-possível-para-ir-embora-logo das faxineiras. Bom, a pressa em acabar depressa os afazeres é a única razão que encontro para os tantos de vasos, peças e outras coisitas que aparecem quebrados pela casa após a visita semanal.

Voltando ao lado positivo da quebradeira doméstica, outro dia surgiu uma dúvida sobre a data em que a atual faxineira tinha re-começado (sim, porque elas sempre desaparecem por meses e reaparecem como se houvesse passado apenas uma semana) a limpeza aqui em casa.

Simples - eu disse, relembrando - na primeira semana o vaso sanitário apareceu deslocado e com água vazando por baixo, na segunda semana, foi a vez do botão do fogão começar a vazar gás, mesmo desligado, na terceira semana, o vaso sanitário re-deslocou (fico imaginando a força com que ela esfrega o chão do banheiro que só é utilizado por uma pessoa - eu) e, na quarta e última visita do mês, o sinteko da sala estava cheio de arranhões (aliás, mania comum a todas, a de mudar os movéis de lugar como se a casa fosse delas). Ou seja, a cada semana, um misterioso evento destruidor. Facílimo de controlar a quantidade de diárias.

Ela amarelou, negou, engasgou, piscou diversas vezes e saiu dizendo: Essa Paulinha, inventa cada uma...

Pelo sim, pelo não, desde o episódio acima, nada de extraordinário tem acontecido durante as visitas dela. Eu, muito feliz e contente, comprei um calendariozinho e nele vou marcando cada dia de faxina. Agora, chegar em casa pós-diarista é apenas sinônimo de encontrar a casa limpa.